sábado, 28 de julho de 2012

Minha maior concorrente contra mim nessa batalha sou eu mesma...Quanto maior a minha vontade de me aproximar dele, mais eu consigo afastá-lo, com atitudes imbecis e uma tempestade de carência. Sinto não poder fazer nada para mudar isso. Eu era apenas a raposinha, que, sem querer, pediu que o princepezinho a  cativasse. Ele fez o seu papel: cativou-me. mas esqueceu-se da parte sobre responsabilizar-se por mim e minha paixão.

domingo, 1 de julho de 2012




Minha vida não passa de um caleidoscópio alucinante de sentimentos, muitos dos quais nem eu mesma entendo. Bipolaridade? Acho que não. 

Prefiro muito mais dizer que, a cada dia que passa, as partes que me compõem se reorganizam, criando um novo Eu todas as manhãs. 

Ás vezes, quem acorda é uma mulher decidida, que não precisa de aprovação de ninguém para tomar suas decisões.

Outros dias, a mulher decidida não acorda. Quem dá as caras é uma adolescente simpática, que só quer saber de festas, amigos e diversão.

Quem também aparece, por vezes,  é uma senhora completamente focada, que sabe que precisa ser sensata e fazer o que é melhor para todos...


Mas quando estou com ele, a única que aparece é a menina apaixonada, boba, que faz de tudo para agradar o seu objeto de afeto e recebe em troca um suave desprezo, um "contente-se com o que você tem, pois disso aqui não vai passar".
Em troca de sua idolatria e admiração ela ganha restos de atenção, de um alguém que a vê como um objeto de diversão momentânea, afirmando para si mesmo e para ela que ele é muito bom, e ela tem que agradecer  pelas sobras de carinho e afeto. A justificativa básica é que ele não pode mais amar.

Dessa forma, as peças em mim se reorganizam lentamente, transformando a menina apaixonada em uma mulher amarga, rancorosa, porém muito mais dura e experiente.


sábado, 30 de junho de 2012









O que é a tristeza?

Para mim, tristeza é quando você olha um arco-íris e só consegue enxergá-lo em tons de cinza.
É a comida morna. É o café frio. É o abraço frouxo.

É aquele "bom dia" dado apenas por educação.

É o sorriso sem vontade.

Tristeza é o mar sem ondas. O céu sem estrelas. O horizonte sem nuvens.

É a música sem melodia. É o "adeus" disfarçado de "até logo".

Tristeza é não conseguir escutar o que o silêncio está lhe dizendo. 

É o domingo vazio. É um ato mecânico. É deixar que a beleza da rotina lhe escape aos olhos.

É o olhar sem ver, o escutar sem ouvir, o tocar sem sentir.

Tristeza não é a solidão. É  a decepção.

quarta-feira, 27 de junho de 2012

"Quando os sonhos adormecem, minhas lágrimas saem para brincar."
A tristeza é um vício: quanto mais triste se está, mais pena de si mesmo se sente.


Eu sou louca por ele, pois ele simplesmente quebrou a minha rotina e me mostrou o quão bela pode ser a incerteza. Mas, depois disso, ele simplesmente se foi....Foi sem pressa alguma, muito lentamente, de forma a me deixar perceber que ele estava se afastando, porém ainda podendo vê-lo, até onde a vista alcança.


O que restou em mim?


Aquela vontade louca de voltar no tempo e começar tudo de novo, da forma certa. Recriar meu passado para dar ao meu futuro um pouco mais de luz.








Solitude

       Poucas coisas doem mais do que ser ignorada pelo ser amado. Se ele soubesse quantas noites eu perdi, quantos pôr-do-sol deixei de ver, quantas luas vieram dar seu espetáculo noturno, enquanto eu vertia lágrimas.
       Ao mesmo tempo em que a internet possibilitou o contato entre as pessoas, ela faz com que seres próximos deixem de se falar, por puro comodismo. Em meu "romance", ela funciona como um abismo.... As ligações, que antes eram frequentes, se tornaram cada vez mais escassas. Quantas lágrimas caíram em frente à tela do computador! Quantos suspiros de decepção foram a única coisa que eu consegui falar, enquanto eu esperava apenas uma mensagem. Só uma.
       Meus fantasmas me perseguem, dizendo que eu devo deixar de lado as minhas lágrimas (que talvez nem sejam mais tão sinceras quanto as de antigamente), enxugar o rosto e vestir minha roupa de viver. E eu, insisto em viver as minhas paixões de forma alucinada, inconsequente, imprevisível. É o tipo de coisa que não dá para controlar.
      A dor que sinto em meu coração enquanto digito essas linhas mal-escritas é algo sufocante, que me aperta a garganta e me gela a alma. Tudo isso por saber que ele leu o que eu lhe mandei, mas nem se deu ao trabalho de responder.
      Se ele vale a minha dor? Óbvio que não. Mas o meu coração idiota insiste em enxergar sinceridade onde não existe. Minha solidão opcional deixa meus sonhos tortos cada vez mais lúcidos. Aquele tipo de calma que só o desespero me proporciona.
       Mas eu ainda não vou me matar. Não essa noite. Ainda tenho muitas lágrimas para derramar, muitos sorrisos para distribuir, muitas paixões doentias para me derrubarem. 
       Talvez o motivo real de eu subir tão alto e depois me jogar de cabeça em tantas aventuras seja apenas para, depois de machucada, desiludida, desesperada, eu possa levantar, limpar a poeira e subir novamente.
       Ou talvez não.
       


segunda-feira, 11 de junho de 2012










O que move você?

            Há quem diga que, na vida, todas as pessoas precisam de algo que os mova. Aquilo que faz com que as pessoas percam o sono, algo que domine seus sonhos, que faz com que os dias ganhem um sentido. No caso dele, era o esporte.
            O menino humilde, que por muitas vezes passou fome, passou frio, passou medo e desespero também tinha um sonho. Pobre menino! Só fora conhecer a infância de verdade depois que passou a morar com uma vizinha que, ao ver aquela mãe com tantos filhos, sem ter o que dar de comer para todos eles, resolveu mudar a situação de uma daquelas crianças. Depois disso o menino conheceu televisão, chocolate, banho quente. Conheceu a escola, a educação, conheceu limites. Conheceu amigos, conheceu esportes, conheceu o atletismo.
            Aos 12 anos, durante uma aula de cooper, o professor Jones Sacks notou no menino uma coisa de que o diferenciava dos demais alunos: aquela criança tinha o porte de um futuro atleta. Havia nele uma graça natural, uma agilidade que, se lapidada, poderia render muitos louros. Empenhando-se na árdua tarefa de treiná-lo, sem saber, o professor transformou completamente o futuro dele.
            Hoje o menino (que já não é mais um menino, e sim um homem!) cursa Educação Física na Universidade de Santa Cruz do Sul. Por que ele escolheu esse curso? Pelo sonho de um dia treinar um grande clube do Brasil – ou da Europa, já que para os sonhos e a determinação não há limites- ou quem sabe ter um negócio próprio, como uma academia.
 Assim como o esporte fez com que eu, o protagonista dessa história, alçasse vôos que jamais sonhei, também me trouxe até aqui. Posso dizer com toda certeza que faço o que amo: o atletismo me move. Ao acordar pela manhã, penso: qual o objetivo que irei superar hoje?
Certa vez me perguntaram: o que move você? Mais do que depressa respondi: o esporte. É ele que me motiva, me anima, me sustenta e me faz feliz.

domingo, 10 de junho de 2012


...e ela não era a mais bonita, mas era quem embelezava seu mundo. Não era a mais simpática, mas era que dava cores à sua vida. Não era a mais inteligente, mas era quem dava asas à sua imaginação.... Ela só era sua. Totalmente sua. Ela dizia que nunca teria um dono, e na verdade nem buscava um. Dizia-se livre, queria conhecer novos mundos, novas pessoas, novas ideias... mas era nos seus braços que ela buscava o abrigo, a segurança, o amor... Quanto tempo depois de perdê-la é que você foi dar-se conta disso?

Talvez aqueles "eu te amo", quase que sussurrados, não fossem assim tão falsos quanto você julgava ser...
" -Mas eu ainda espero o dia em que os abraços serão 


verdadeiros, os "bom-dia!" serão sinceros, os amores serão 


eternos e as amizades serão leais...


- Acorda, menina! Isso nunca vai acontecer!

- São justamente pessoas que pensam como você que ainda 



me fazem esperar por ele."
ACORDAR


"Enquanto ela colocava suas roupas, sentada na beira da cama, ela disse-lhe:

-Preste atenção no que eu vou lhe dizer agora: tu és uma das pessoas mais encantadoras que eu conheço, mas tem de parar de arrastar o seu passado com você. Olhe para a frente, pois só assim você vai ver a felicidade que está diante dos seus olhos.

Com um aceno de cabeça e um sorriso tímido, ele concordou.



No portão, com o frio congelando-lhe a face, ela abraçou-o e sussurrou:

- Fica bem, tá?

-Ficarei.

Infelizmente, eu acho que não será isso que irá acontecer, pensou ela. Infelizmente...

Acendendo um cigarro, ela se foi, desejando que aquela noite tenha servido, pelo menos por hora, pra ele compreender que a vida está lá fora, enquanto ele insiste em deixar a sua janela fechada..."

Utupiando...


Mais uma vez, a garotinha que eu pensava ter abandonado de vez deu as caras. Ela insiste em apaixonar-se por pessoas erradas, ao mesmo tempo em que eu faço um esforço sobre-humano para tentar detê-la. Essa garota é realmente muito teimosa.

A última vítima de seu amor doentio é, por assim dizer, tão imaturo quanto ela.  Talvez seja por isso que ela queira tanto estar ao seu lado. Ela pensa que eu posso resolver os problemas de ambos, quando, na verdade, mal consigo resolver os meus. Mas não é sobre isso que eu queria falar.

A pessoa em questão é um ser adorável, doce, sociável, imaturo e irresponsável.  Encontrei-o da forma mais inimaginável possível, e, desde então, nos falamos diariamente. O problema é que a pessoa em comum  que nos ligou é um dos protagonistas de um pequeno erro cometido por mim, e melhor amigo da pessoa em questão. Desde o dia em que o conheci, percebi que deveria ser o mais verdadeira possível com ele. Simplesmente deixei as roupas e as máscaras caírem. Talvez de uma forma muito precipitada, talvez não.

Esse menino  me surpreendia a cada dia mais, com visitas furtivas na madrugada, ligações inesperadas e uma personalidade ímpar. Então ele, em uma brecha de descuido, me apresentou o seu menino interior.  Vi uma criança órfã de pai e mãe, que mantém pouco contato com o restante de sua família, e que grita pedindo estabilidade emocional e limites.
Vi também um adolescente irresponsável, imaturo, inconsequente e sedento por aventura. Seu principal objetivo era beber, beber, beber...
Logo atrás do adolescente me deparo com um adulto atordoado, que acabara de perder a mãe e se separar da esposa. Que, com 28 anos, não dava a mínima bola para a faculdade, não tinha um emprego que o satisfazia, não tinha família, porém tinha amigos. Há quem diga que amigos são melhores do que família. Não nesse caso.

Seus amigos, mesmo sendo tão irresponsáveis quanto ele, ainda tinham um lugar para o qual correr: a família. O meu amigo sequer  tinha isso. Acredito que essa constatação deixou o seu adulto tão abalado que o adolescente irresponsável assumiu completamente o controle. A diversão deixou de ser um prazer, e passou a ser a palavra de honra.

Os limites por essa busca incansável foram extrapolados:  o trabalho perdeu todo o sentido, passando a ser apenas a fonte de custeio de toda a bebida.  A rotina resumia-se em festa-sono-trabalho-festa.

Qual é o sentido disso?



O prazer não deve ser o combustível de nossa viagem, mas sim a chegada. O prazer antecipado que se sente com a chegada das férias e o seu planejamento é tão importante quando as férias em si.Mas quando o único objetivo da vida da pessoa é a busca exagerada por diversão, sem qualquer tipo de foco em nenhuma outra atividade(como o trabalho, por exemplo), essa perde completamente a sua essência. 
Seus dias são sempre iguais. Sempre.
Qual é a verdadeira razão disso tudo?
A diversão deve estar a teu serviço, para te satisfazer, e não o contrário. Meu amigo virou um mero escravo dela, sem sequer dar-se por conta disso.

Acredito que o prazer está configurado das mais diversas formas e que,enquanto seres racionais, temos o objetivo  de encontrar a beleza em nossa rotina

Meu amigo virou um fugitivo. Foge da realidade em que ele se encontra, foge de toda a minha sensatez, foge. Essa busca por bebidas todas as noites não passa de um alcoolismo disfarçado, maquiado para parecer bonito, descolado e legal, quando na verdade não passa de um monstro que consome seu tempo, seu dinheiro e sua alma.

"A rotina ganha sentido quando vira diversão, mas a diversão perde totalmente o seu sentido quando vira rotina."

quarta-feira, 14 de março de 2012

Era uma vez...







Era uma vez...

Era uma vez uma menina apaixonada...
Era  uma vez ele e ela...
Era uma vez os dois...
Era uma vez uma traição não perdoada, um pedido de desculpas, um novo recomeço...
Era uma vez ela escutando-o  novamente dizer que não mais a amava, que o recomeço fora um erro, que seguiria mais uma vez sem ela...
Era uma vez uma menina duplamente magoada, duplamente traída, infinitamente mais amarga...
E a menina que ele conhecera em setembro não mais existia...
Ela foi embora, e levou consigo todas as desculpas esfarrapadas, os amigos falsos e os sonhos de uma vidinha feliz...
Ele levou consigo a pureza da menina e a inocência de quem amou pela primeira vez...
Ela seguiu chorando por uma semana, até que, de repente, conheceu alguém que mudaria sua vida novamente...
Esse alguém nunca prometeu ser eterno, mas a fez infinitamente feliz...
E era uma vez uma outra menina, tão feliz quanto a primeira, porém mais desconfiada...
Enquanto esse novo alguém a levou para os lugares mais belos, a fez infinitamente feliz e mostrou a ela novos horizontes, ela se apaixonou novamente...
Esse alguém surgiu no momento em que ela mais precisava, porém resolveu ir embora quando ela ainda não estava pronta para caminhar com as próprias pernas...


O novo alguém conheceu outra menina, que hoje o faz muito feliz...

E  mais uma vez a menina ficou sozinha, magoada e assustada...

Era uma vez uma menina que virou uma mulher...
Era uma vez uma mulher que prometeu não mais se apaixonar...
Era uma vez uma mulher que, ao passar numa universidade federal que ficava a 400km do lugar que outrora fora seu reino encantado, resolveu levar a vida de uma forma completamente diferente da anterior...

Era uma vez a mulher que teve a ideia de criar um blog ...
Era uma vez esse blog, que, a partir de hoje, contará as experiências de alguém que busca a plena felicidade, mesmo que essa seja apenas momentânea....