sábado, 28 de julho de 2012

Minha maior concorrente contra mim nessa batalha sou eu mesma...Quanto maior a minha vontade de me aproximar dele, mais eu consigo afastá-lo, com atitudes imbecis e uma tempestade de carência. Sinto não poder fazer nada para mudar isso. Eu era apenas a raposinha, que, sem querer, pediu que o princepezinho a  cativasse. Ele fez o seu papel: cativou-me. mas esqueceu-se da parte sobre responsabilizar-se por mim e minha paixão.

domingo, 1 de julho de 2012




Minha vida não passa de um caleidoscópio alucinante de sentimentos, muitos dos quais nem eu mesma entendo. Bipolaridade? Acho que não. 

Prefiro muito mais dizer que, a cada dia que passa, as partes que me compõem se reorganizam, criando um novo Eu todas as manhãs. 

Ás vezes, quem acorda é uma mulher decidida, que não precisa de aprovação de ninguém para tomar suas decisões.

Outros dias, a mulher decidida não acorda. Quem dá as caras é uma adolescente simpática, que só quer saber de festas, amigos e diversão.

Quem também aparece, por vezes,  é uma senhora completamente focada, que sabe que precisa ser sensata e fazer o que é melhor para todos...


Mas quando estou com ele, a única que aparece é a menina apaixonada, boba, que faz de tudo para agradar o seu objeto de afeto e recebe em troca um suave desprezo, um "contente-se com o que você tem, pois disso aqui não vai passar".
Em troca de sua idolatria e admiração ela ganha restos de atenção, de um alguém que a vê como um objeto de diversão momentânea, afirmando para si mesmo e para ela que ele é muito bom, e ela tem que agradecer  pelas sobras de carinho e afeto. A justificativa básica é que ele não pode mais amar.

Dessa forma, as peças em mim se reorganizam lentamente, transformando a menina apaixonada em uma mulher amarga, rancorosa, porém muito mais dura e experiente.